terça-feira, 19 de outubro de 2010

O PAPEL POSITIVO DOS HOMENS NA EDUCAÇÃO

O número de homens trabalhando nas escolas de Educação Básica é bem inferior ao número de mulheres. Em Araçatuba são 742 professores que trabalham nas 63 escolas municipais. Nessa etapa é comum encontrar homens nas atividades recreativas, mas, em sala de aula e no processo de alfabetização essa função é predominantemente das mulheres: apenas 9 homens trabalham, sendo um na Educação Infantil e oito no Ensino Fundamental.



“A experiência com as crianças é ótima e elas adoram o “tio”. O vínculo afetivo entre alunos e professor é muito grande e muitas crianças enxergam no homem um espelho a ser seguido. A nossa relação é muito tranquila, as crianças me respeitam muito e, muitas vezes, ao invés de chamar de professor, chamam de pai”, conta o professor da EMEB Maria Helena de Freitas Carli, que trabalha com a Etapa II, Dimas Ribeiro de Almeida.

O professor Evandro Aparecido Simão Pinto leciona há sete anos na EMEB José Machado Neto, com as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Geografia. “A relação com os alunos é ótima, as crianças o respeitam muito, e principalmente os meninos encontram no professor um amigo, frequentemente o procurando para conversar, tirar dúvidas e pedir conselhos”, explica a diretora da EMEB, Tânia Ribeiro Vicente Sobrinho.


Evandro diz que a relação com as crianças é muito boa e é diferente, pois eles não têm outros professores em sala de aula. “Eu e os alunos nos damos muito bem, e as aulas são bem divertidas. Eu gosto muito de contar histórias e o momento que eles mais gostam é quando eu conto histórias de terror”.

A EMEB Lauro Bittencourt conta com o professor Célio Ricardo Almeida Barbosa, que leciona a disciplina de Matemática para os alunos da 3ª série. Ele explica que os alunos adoram as aulas e que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito. “Eu escuto muito outras crianças dizendo que querem ser alunas do professor Célio, e eu fico muito feliz com isso. Vejo que meu trabalho vem sendo realizado com muito sucesso”.

A EMEB Índio Poti também pode se orgulhar em ter um professor em sala de aula. Cláudio César Pereira Cristal trabalha com os alunos do 3º ano e utiliza jornal, livros e materiais diversos, além de jogar futebol, a atividade que as crianças mais gostam. “Eu tento ser o mais dinâmico possível e os pais aprovam o meu método de trabalho. As crianças, então, nem se fala. Nós temos um vínculo paterno e muitos me procuram quando estão com algum problema”.


Cristal leciona há 16 anos na rede pública e explica que quando entrou na EMEB as crianças ficaram surpresas por ter um homem em sala de aula. “No meu primeiro dia de aula, quando eu as levei ao parquinho, um aluno disse a um coleguinha de outra sala: “olha que legal, a minha professora é um homem. Isso me marcou muito”, diz o professor.


Historicamente, as mulheres dominam a sala de aula. Mas, os homens estão ganhando espaço, principalmente nas escolas de Ensino Básico, mostrando que a profissão de professor não tem gênero. “Os homens estão travando uma batalha diária para conquistar seu espaço nas escolas. O trabalho é realizado com muito profissionalismo, provando que eles também são capazes de cuidar e de alfabetizar crianças”, afirma a secretária municipal de Educação Beatriz Soares Nogueira.

4 comentários:

antonio luceni disse...

Legal a matéria sobre a presença de homens nas séries iniciais. Poderiam ter citados todos, já que são poucos em nossa Rede. Inclusive eu!

Forte Abraço,

Antonio Luceni

Anônimo disse...

Boa Tarde, me chamo Hélio, sou formado em Pedagogia Educação Infantil, Cursando administração de empresas e tirando pedagogia licenciatura plena, todas essas outras áreas como: Administração de empresas(noturno), pedagogia (Plena) estou cursando para complementação, pois não consigo trabalho na educação infantil devido o tamanho preconceito em incluir o professou (homem) numa sala de crianças, acho que se faz necessário até mesmo uma lei que defina cotas para serem destinadas apenas à professores homens, pois a maioria das diretoras e também diretores mesmo havendo vagas não abrem para um professor homem pois infelizmente não percebem a importancia da figura masculina tanto para guris quanto para as gurias, muitas mães são solteiras e seus filhos(as) sentem falta dessa figura masculina que lhes passe bons princípios de ética, socialização e comportamento, eu mesmo tive que sair da minha cidade para encontrar trabalho em escolas onde já tinham professores, na minha cidade interior de MS cidade de; Aquidauana é quase que uma missão impossível encontrar trabalho, a maioria das diretoras(es) mesmo tendo salas (infantil) sem professores preferem deixá-las sem professora ,mas com professor não, gostaria de saber de que forma posso pedir um comprovante junto as escolas de que as professoras que estão em sala de aulas são formadas na educação infantil e de que forma posso pleitear essa sala e como proceder.... Agradeço muito para quem poder me ajudar. um grande abraço... Profº Hélio S. Arruda
67 84332547 email: adm.ufms@hotmail.com

Anônimo disse...

Ola me chamo Diego também estou me formando em Pedagogia, e o meu tema para o meu TCC será " A escassez presença masculina na sala de aula.".

Anônimo disse...

ola Diogo gostaria de ter acesso ao seu tcc sobre A escassez presença masculina na sala de aula.". me chamo Hélio e sou pedagogo/administrador em mato grosso do sul. email: adm.ufms@hotmail.com 67 9232-0295 abraço e obrigado pela atenção